boa tarde meninas, hoje vou falar de um assunto que demostra como o nosso país vive uma falsa igualdade e uma explicitação do racismo. a jornalista Maria Julia Coutinho a reporte do tempo do JN, vivenciou a expressão mais sórdida que o ser humano pode fazer com outro, o racismo. O racismo é arraigado em todas as camadas sociais, existe lei acerca disso? é crime? para as duas perguntas a resposta é sim, mas infelizmente, para poder se configurar racismo dependemos da autoridade policial na figura de delegados, para enquadrar em racismo ou injuria racial. o racismo é crime inafiançável com pena de reclusão, já a injuria é quando alguém ofende pela cor.
Durante toda a minha infância sofre o preconceito. Graças a Deus e aos meus pais, (minha mãe professora e meu pai geólogo) sempre tive em minha casa suporte e esclarecimento de como agir diante desses casos. para os homens negros o preconceito é mais coercitivo, nos sempre moramos em bairros de classe media alta nas cidades de morávamos, estudamos em escolas e faculdades particulares, mas meus irmãos eram os que primeiro abordados, pelas blitz ou por policiais, acho fundamental o trabalho da policia nas ruas, mas entre um branco e um negro o marginal sera sempre o pretinho. no caso da mulher ela na maioria das vez e rotulada. muitas vezes de forma pejorativa e se ela for bonita ela é passista de escola de samba ou é modelo, ressalto que acho linda esta duas classificações, mais bonita pode ser em qualquer lugar ou profissão.
Em minha infância e adolescência ser negra não era sinônimo de ser bonito, a mídia , a moda mostrava claramente isso elegendo ícones de beleza ariana, meus cabelos não tinham o balanço dos comercias da tv e as maquiagens me deixavam como uma mascara. A alta estima que eu tinha em casa não me acompanhavam a rua, pois as piadas infames me machucavam, mesmo eu demostrado o contrario. Mas o tempo é o senhor do amadurecimento e eu comecei a desabrochar e minha beleza interior se exteriorizou, por eu priorizei cultiva o meu intelecto e o meu auto conhecimento, Então a minha postura mudou e com isso o olhar dos outros também. continuo e sei que episódios de preconceito continuaram existindo,visto que casei com um europeu e minha filha é clara. mas com disse a jornalista MaJu, os cães ladram e minha caravana passa.